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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Morre o homem, fica a fama


Por: Gustavo N. Santos (Aikidô ITN Brasil - Academia CLAM, Goiânia)

Revisão: Thiago Brandão (Instrutor Aikidô ITN Brasil - Academia CLAM, Goiânia)
Supervisão: J.F. Santos (Instrutor Chefe  Aikidô ITN Brasil)


Às vezes fico pensando, que adjetivo dirão após mencionarem meu nome? Será que dirão mentiroso, ladrão, vagabundo ou dedicado, trabalhador, responsável, honesto...?

Acho esta uma reflexão muito válida e sei que ela é muito presente no código de vida de um cavalheiro (guerreiro ou bushi).

A visão oriental é de fora para dentro, o que os outros vêem. O que é completamente diferente da nossa visão ocidental, o que eu vejo. Desta forma, o correto é pensar o que pensam de mim, o que eu apresento, e não o que eu penso de mim ou vejo para os outros.
           
Veja, existe uma consideração muito séria aí, pois quando quero passar uma imagem para os outros que não seja verdadeira, não consigo sustentá-la por muito tempo já que é algo externo e logo sairá. Assim como uma personagem, uma carapuça ou máscara. Tentar sustentar uma farsa pode ser muito cansativo e penoso.

O correto é que haja uma transformação interior para que seja duradouro e verdadeiro.

“Até a criança se dá a conhecer pelas suas ações, se a sua conduta é pura e reta”.

Não são as palavras, ou vídeos, ou escritos que mostrarão nossa conduta, mas sim nosso dia-a-dia e nossos exemplos.

Na idéia samuraica devemos estar sempre atentos que a morte está na próxima esquina. As falhas devem ser corrigidas instantaneamente, pois pode não haver tempo para corrigir depois.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

“Aos quinze anos resolvi aprender”


Texto Enviado por Thiago Tauhata, faixa preta Academia CLAM, Goiânia


Dando continuidade ao texto "Aikido e Educação", serão colocados periodicamente no blog excertos do livro de Anne Cheng, "História do Pensamento Chinês". Livro de história intelectual recomendado a todos que queiram conhecer melhor a filosofia oriental do extremo oriente e que não considerem, como afirmaram Heidegger ou Hegel, que a "filosofia fala grego".

Não desenvolvendo uma arte de criar conceitos, a filosofia chinesa expressa uma tendência ao sincretismo. Não procede, assim, tanto de maneira linear ou dialética, mas em espiral. As contradições não são, portanto, percebidas como irredutíveis, são antes alternativas, oposições complementares. Para além de uma contradição estática, há alternância entre os opostos em um equilíbrio dinâmico, passando do indiferenciado ao diferenciado, do Yin ao Yang.

Desta maneira, o pensamento chinês não opera por um conjunto de definições que delimita um objetivo. Descreve, sim, círculos ao redor deste. Melhor dizendo, espirais, que vão aos poucos estreitando os círculos e aprofundando a análise. No caso, "aprofundar significa deixar descer cada vez mais fundo dentro de si, em sua existência, o sentido de uma lição, de um ensinamento, de uma experiência pessoal. Servem menos para raciocinar e mais para serem frequentados, praticados e, finalmente, vividos." Não é a busca por um prazer puramente intelectual, não o raciocinar sempre melhor, mas o viver sempre melhor sua natureza de homem em harmonia com o mundo."

Começaremos por Confúcio, filósofo que inaugura um novo modo de reflexão que influenciará o pensamento oriental por mais de 2.500 anos. Desejo então a todos, uma boa leitura, uma boa reflexão, uma boa prática, uma boa vivência.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Japão


Texto sugerido por Thiago Tahuata, faixa preta Academia CLAM Goiânia.

Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.

Kokoro  ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar.  Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.

Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo  de duas maneiras.

A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Vídeos

Série de vídeos recomendadas pelo colega Tiago Brandão Tauhata. 
Aproveitem...







terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

AIKIDO E EDUCAÇÃO

Por Tiago Tauhata
Psicólogo, Faixa Preta 1º de Aikido, Academia CLAM - Goiânia
17/02/2011




Confúcio
Nada do que vem aqui expresso é original. Feita esta ressalva, podemos continuar. Continuar até mesmo com mais tranqüilidade, ou melhor, naturalidade e humor. Afinal, sou brasileiro e sorrio facilmente e é também um preceito oriental que, nas palavras de Naoshige, “assuntos de grande importância não devem ser levados tão a sério” e “assuntos de pequena importância devem ser tratados com seriedade”. Há espaço nas discussões xintoístas sobre o riso e já houve ao menos um teólogo cristão a dizer que “o riso é o início da oração”. Nisto me situo já entre os humanos, pois são duas características distintivas de nossa espécie: o pensamento abstrato e o senso de humor. 


Preciso, todavia, explicar-me melhor. Como Confúcio, digo apenas que não trago nada de novo. Apenas repito, repasso, transmito um conhecimento milenar – milenar no meu caso, no de Confúcio seria apenas secular. A escolha do adjetivo ‘milenar’ é isenta de maior valorização do que aquela que é dada pelo próprio tempo; outros poderão preferir arcaica, retrógrada, antiquada ou simplesmente “fora de moda”, de acordo com os critérios que melhor convier ao seu relativismo moral.